Pastor Elias critica metodologia do Ipasgo e diz que saúde em Anápolis “virou caso de polícia”

por Fernanda Morais publicado 07/11/2018 15h05, última modificação 08/11/2018 09h54
Pastor Elias critica metodologia do Ipasgo e diz que saúde em Anápolis “virou caso de polícia”

Pastor Elias critica metodologia do Ipasgo e diz que saúde em Anápolis “virou caso de polícia” (Foto: Ismael Vieira)

O vereador Pastor Elias Ferreira (PSDB) criticou a metodologia de atendimento que o Ipasgo tem realizado em Anápolis. Segundo ele, os usuários do plano de saúde estão tendo dificuldade para ter acesso a realização de exames, consultas, internação e atendimento com médicos especialistas. “A saúde em Anápolis virou caso de polícia”, desabafou.

Ele citou o exemplo de um policial civil chamado Nilson Almeida que tem problemas cardíacos precisou de uma UTI na cidade, mas sem conseguir a vaga, foi encaminhado para Goiânia.

“A cidade tem 12 vagas de UTI’s que recebem pacientes pelo Ipasgo, seis no Evangélico e seis no Ânima. Por causa dessa questão de cotas, mesmo com os leitos desocupados, o Nilson foi colocado em uma ambulância e levado para Goiânia. Isso é um absurdo”, disse o vereador do PSDB indignado.

Pastor Elias repetiu que os usuários não conseguem consultas com especialistas e a realização de exames pelo sistema de cotas imposto pelo plano de saúde. “Ora. Isso é um absurdo. Acabam as cotas os pacientes ficam sem realizar os seus procedimentos. Estou brigando por isso em Goiânia, mas ainda não tive respostas. Lembrando que Anápolis recebe pacientes de outros municípios para atendimento pelo Ipasgo. Esse sistema tem que ser revisto”, atestou.

Ainda durante a sessão ordinária Pastor Elias Ferreira apresentou uma moção de apelo que será encaminhada ao governador eleito Ronaldo Caiado (DEM), e ao presidente do Ipasgo,  José Carlos Siqueira, pedindo o aumento do número de cotas para vagas de UTI em Centros Hospitalares de Anápolis e o credenciamento de médicos e especialistas.

“Vamos incluir no pedido a alteração nesse sistema de cotas. A demanda por esses serviços é muito grande e não pode ser limitada. Eu tenho passado isso em casa e tenho sofrido com o problema. Ir atrás de um serviço o qual tenho direito e não ser atendido. É um desaforo com o usuário”, concluiu o seu pronunciamento emocionado.