No Dia Internacional da Mulher, sessão da Câmara é conduzida por vereadoras e tem diversos discursos de homenagens

por Marcos Vieira publicado 08/03/2017 11h55, última modificação 08/03/2017 11h55
No Dia Internacional da Mulher, sessão da Câmara é conduzida por vereadoras e tem diversos discursos de homenagens

No Dia Internacional da Mulher, sessão da Câmara é conduzida por vereadoras e tem diversos discursos de homenagens

No Dia Internacional da Mulher, neste 8 de março, a sessão ordinária da Câmara Municipal de Anápolis foi presidida pela vereadora Thaís Souza (PSL), secretariada pelas vereadoras Professora Geli Sanches (PT), Elinner Rosa (PMDB) e Vilma Rodrigues (PSC), que também presidiram, em alguns momentos, a Mesa Diretora.

Vereadores subiram à tribuna para exaltar a data comemorativa. Leandro Ribeiro (PTB) foi o primeiro a falar, frisando que as mulheres vieram ao mundo para engrandecê-lo. “É um dia especial, de reflexão, pelas conquistas femininas e a continuidade da luta de todos para igualdade das oportunidades”, ressaltou.

O vereador Pastor Elias Ferreira (PSDB) destacou que se trata de um dia para homenagear cada mulher e saudar sua imensa contribuição na sociedade. “É um dia para homenagear cada mulher e saudar sua imensa contribuição à sociedade. É a celebração das mulheres em todo o planeta, em todos os setores”, discursou o vereador.

Lélio Alvarenga (PSC) também fez uma saudação na tribuna. Ele elencou conquistas femininas ao longo da história, mas frisou que há muito ainda a ser feito e que o dever de toda a sociedade é contribuir ininterruptamente para essa mudança.

O vereador Teles Júnior (PMN) lembrou da violência contra a mulher, sobretudo a sexual. Segundo ele, no Brasil são mais de 47 mil estupros anualmente, um caso a cada 11 minutos. Teles falou sobre a cultura machista de personificação do corpo da mulher e disse que o primeiro exemplo de luta contra essa prática foi Jesus.

“Diante de uma mulher condenada, que deveria ser apedrejada, Jesus cortou essa cultura. Na ocasião, disse que quem não tivesse culpa que atirasse a primeira pedra”, completou Teles Júnior, dizendo que é preciso que todos os cristãos sigam esse exemplo.

O vereador Luzimar Silva (PMN) também usou a tribuna para falar das mulheres. Agradeceu sua mãe, a mãe de dois filhos e a esposa, Daniela, segundo ele mulheres guerreiras. “Além disso, cumprimento todas as mulheres de Anápolis”, discursou o vereador.

Mauro Severiano (PSDB) citou a primeira vereadora de Anápolis, Francisca Miguel, eleita em 1947. Ele disse que as mulheres são os combustíveis para a raça chamada homem. “Obrigado por vocês existirem”, concluiu o vereador.

O vereador Lisieux Borges (PT) relatou que cresceu um lar preponderantemente feminino. “São sete filhos, seis mulheres”, contou. Segundo ele, sua mãe teve um papel fundamental na administração do lar e continua até hoje exercendo essa função. Lisieux citou Zilda Arns e Maria, leu um trecho de poema de Cora Coralina. “É preciso ter igualdade preservando as diferenças”, disse ainda o vereador.

Domingos Paula (PV) citou as trabalhadoras, destacando aquelas que atuam na zona rural, numa labuta diária. O vereador também fez uma menção às mulheres de sua família e disse que a população feminina tem um papel fundamental para o desenvolvimento da sociedade anapolina.

O vereador Fernando Paiva (PTN) também falou das mulheres presentes em sua vida – seja na figura da mãe, da esposa ou da filha – e frisou que a Câmara Municipal é um exemplo hoje das grandes conquistas femininas, com vereadoras competentes, que engrandecem o Legislativo.

Vereadoras chamam a atenção para violência sofrida no dia a dia pelas mulheres


As quatro vereadoras da Câmara Municipal também usaram a tribuna para falar sobre o Dia Internacional da Mulher.

Thaís Souza abriu seu discurso homenageando a presidente da Fasa, irmã Rita Cecília – a religiosa é responsável hoje pelo Hospital de Urgências Dr. Henrique Santillo (Huana) e Santa Casa de Misericórdia.

A vereadora falou sobre a violência doméstica em Anápolis. Segundo ela, são cerca de 500 registros deste tipo por hora no País. “Fiz uma visita à Delegacia da Mulher, cuja titular é a delegada Aline Vilela, e fiquei chocada com os números de Anápolis, bem debaixo do nosso nariz”, disse Thaís, que comunicou que apresentará projeto de lei criando um abrigo para mulheres vítimas da violência doméstica.

A vereadora Professora Geli disse em sua fala que as mulheres não querem concorrer com os homens, ou ser superiores a eles, mas simplesmente ter o seu espaço. “Lugar de mulher é onde ela quiser. Ainda somos minoria na política, mas que possamos alcançar esse empoderamento”.

Geli também falou da Delegacia da Mulher em Anápolis, informando que em 2016 foram mais de mil casos registrados de violência doméstica. A vereadora falou ainda na necessidade de criação de uma Vara no Judiciário local, para tratar de casos específicos de crimes contra a mulher. Geli lembrou que apresentou um pedido do tipo em 2 de junho de 2013, mas ainda não teve sucesso, portanto conclamou os demais vereadores a encamparem essa luta.

A vereadora Vilma Rodrigues (PSC) classificou as estatísticas apresentadas pelas colegas como “deprimentes”, mas disse que as mulheres tem conseguido lutar contra isso. Segundo ela, a agressão física não é a pior, “pois ela sara”, mas a violência psicológica, que marca a mulher para a vida toda.

“A maioria dos homens agride psicologicamente a mulher todos os dias. Ele impõe o seu poder de maneira indireta e sutil na vida da mulher”, denunciou Vilma, que pediu aos homens que honrem as mulheres presentes em suas vidas. Segundo ela, a decisão feminina passa primeiro pelo coração, antes da racionalidade.

A vereadora Elinner Rosa (PMDB) também falou sobre o Dia Internacional da Mulher, sobre a necessidade de conquista de espaços e que a presença na política também é um dos caminhos. Ela também fez menção às mulheres de sua família, importantes para a formação de sua personalidade.