Audiência pública discute demandas de agentes de saúde e de combate a endemias

por Wellington Borges — publicado 10/10/2025 11h50, última modificação 10/10/2025 11h50
Audiência pública discute demandas de agentes de saúde e de combate a endemias

Vereador Rimet Jules, autor da proposta, durante audiência (Foto: Allyne Laís)

As demandas dos agentes de saúde e de combate a endemias do município foram apresentadas e discutidas durante audiência pública na manhã desta sexta-feira (10.out) na Câmara Municipal de Anápolis, por iniciativa do vereador Rimet Jules (PT).

O debate contou com a participação dos profissionais, de dirigentes do Sindicato (Sindisaúde) e representantes do deputado federal Rubens Otoni e do deputado estadual Antônio Gomide (PT).

Entre as deliberações do encontro, esteve a busca, junto ao Executivo, de esclarecimentos em relação a perdas salariais que os profissionais alegam, além de insatisfação na relação entre os profissionais e as Organizações Sociais que atuam na Atenção Básica.

“Para nós é muito importante proporcionar para os trabalhadores, trabalhadoras do Sistema Único de Saúde essa oportunidade de, no espaço do Poder Legislativo, poderem expor as suas dificuldades”, ponderou Rimet Jules. “Enquanto vereadores temos a obrigação, o dever de estar acompanhando, de estar atento para a gente poder questionar, cobrar para que esses trabalhadores, tenham a devida atenção, a devida valorização do poder público, uma vez que presta um serviço relevante, fundamental, que é o serviço de atenção básica de família”, concluiu.

A presidente do Sindisaúde Goiás, Néia Vieira, considerou “extremamente importante” ter uma representação na Câmara Municipal. “As pautas dos trabalhadores, elas precisam ser no mínimo acolhidas”, pontuou. Ela afirmou ainda que “um gestor público não pode se responsabilizar apenas pela sua gestão. “Ele precisa garantir que aquilo que foi feito de forma incorreta nas gestões anteriores seja corrigido com justiça”.

Para a agente de endemias Raiane Teodoro, a audiência é uma porta que se abre para “colocar as nossas necessidades enquanto servidores, para que nós possamos ser vistos”.

“É uma porta que se abre para que nós possamos garantir esses direitos e continuar garantindo, não termos mais perdas, com relação ao que nós já conquistamos, mediante muita luta, mediante a muita briga, a guerra mesmo”.

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