Antônio Gomide rebate falta de projetos na licitação da nova sede da Câmara Municipal

por Marcos Vieira publicado 04/06/2018 13h58, última modificação 04/06/2018 13h58

 

Foto: Ismael Vieira

O vereador Antônio Gomide (PT) questionou na tribuna, na sessão desta segunda-feira (4.jun), declaração do prefeito Roberto Naves (PTB) na audiência de prestação de contas no dia 29 de maio, de que faltam projetos na obra da nova sede da Câmara Municipal.

Gomide informou que quando ainda era prefeito, em 2012, foi aberto um processo licitatório na comissão permanente da prefeitura para contratação de duas empresas que fariam os projetos de reforma e ampliação da Câmara Municipal, resultando em 177 pranchas.

“Foram 177 pranchas, que são os projetos – estruturais, arquitetônicos, elétrico, de fundação, entre outros. Todos estavam no projeto licitatório e não tivemos nenhum questionamento do Tribunal de Contas dos Municípios”, disse Gomide. Segundo ele, esses documentos basearam a concorrência pública para contratação da empresa que deu início à obra, a Albenge, no valor de R$ 17 milhões.

Gomide comentou ainda que no início do ano passado o prefeito havia dito em reunião com os vereadores que buscaria uma nova licitação para retomar a obra da Câmara, pois ela não estava parada por falta de projetos, mas sim por falta de recursos financeiros. “Agora, um ano e dois meses depois, ele diz que faltam projetos”, argumentou.

Para o vereador, é preciso que sejam feitos esclarecimentos sobre o assunto, que tem chegado de “forma transversa” à população. Gomide comentou que se a receita da prefeitura cresceu, como foi mostrado na prestação de contas, e se existe uma poupança feita pela Câmara, é preciso investir na retomada da obra.

“É importante entender isso. Não adianta buscar pelo em ovo”, ressaltou Antônio Gomide. Ele disse ainda que a obra não está condenada, nem pelo Crea, nem pelo Ministério Público e nem pelo Poder Judiciário. “[Então] que a obra seja concluída, que a gente não se debruce em questões políticas”, propôs.

O vereador do PT falou ainda sobre processo judicial envolvendo a obra. “São nove pessoas [responsabilizadas], com competências diferentes. Tudo será esclarecido, mas criar novas dúvidas, aí é demais”, opinou.