Antônio Gomide diz que novo presídio foi inaugurado com “desvio de finalidade”

por Fernanda Morais publicado 20/02/2018 16h30, última modificação 20/02/2018 16h33
Antônio Gomide diz que novo presídio foi inaugurado com “desvio de finalidade”

Antônio Gomide diz que novo presídio foi inaugurado com “desvio de finalidade”

A recente inauguração do novo Presídio Estadual de Anápolis foi tema de debates na sessão ordinária desta terça-feira (20.fev). Em discurso na tribuna do plenário, o vereador Antônio Roberto Gomide (PT), líder da bancada de oposição na Câmara Municipal, destacou que o novo presídio foi inaugurado com “desvio de finalidade”.

O petista destacou que a lei aprovada em 2009 pela Câmara Municipal, em relação a doação do terreno do município para construção do novo presídio, dizia em sua justificativa que “é indiscutível a necessidade de construção de uma nova unidade prisional neste Munícipio, haja vista a superlotação e precariedade da Cadeia Pública Municipal, localizada no Jardim das Américas 3ª Etapa”.

Nesse sentido, o vereador reforçou que a nova unidade prisional deveria ser destinada para receber os presos condenados da comarca de Anápolis. “Agora pela manhã acontece uma reunião para definir a quantidade dos presos que serão levados do presídio velho para o novo. A decisão ficou na mão do governo. Quantos vão? A Câmara Municipal, a Prefeitura, fizeram o seu papel, doaram área para construção da cadeia pública de Anápolis, esse era o projeto”, destacou.

Gomide disse que o momento é das lideranças políticas e representantes do poder Judiciário resgatar junto ao governador de Goiás o cumprimento do projeto que foi aprovado na Câmara. “Não tem sentido aguardarmos a decisão do governador, se vão mandar 80 ou 100 presos da cadeia (da antiga para a nova), que tem mais de 800 presos, sendo que mais de 300 deles são condenados”, mostrou.

O petista falou ainda que essa discussão sobre a transferência dos presos deve ser política. “Não podermos deixar perder a finalidade do que foi designado no projeto aprovado pela Câmara”, concluiu.