Anápolis ganha Instituto Histórico e Geográfico municipal para preservar memória da cidade
Instituto surgiu da união de entusistas e tem Professor Marcos como um dos fundadores (Foto: Leandro Lage)
A cidade de Anápolis ganhou nesta sexta-feira (19.set) o seu Instituto Histórico e Geográfico municipal, um novo espaço dedicado à preservação da memória, cultura e história do município. A cerimônia de abertura contou com a presença de autoridades locais, pesquisadores e entusiastas da história e da cultura.
O Instituto, que reunirá livros, documentos e obras artísticas, funcionará inicialmente nas terças e quintas-feiras, em horário comercial e fica na Rua Leopoldo de Bulhões, no Centro.
O vereador Professor Marcos Carvalho (PT), um dos fundadores do instituto, destacou a importância do espaço para a cidade. "Esse é um espaço pensado para preservar a história, a memória e a cultura do povo anapolino, e é, sem dúvida nenhuma, um marco importante para a nossa história e para o resgate do patrimônio histórico e cultural da cidade," afirmou.
Ele revelou que o projeto nasceu da união de 15 pessoas, incluindo pesquisadores e professores universitários, com o objetivo de fortalecer a cultura e o patrimônio municipal.
Juscelino Polonial, presidente do Instituto, explicou que o trabalho do local é "basicamente um trabalho de preservação, estudo e divulgação da memória anapolina." Ele detalhou o acervo disponível. "Nós temos aqui trabalhos de pós-graduação, de mestrado, doutorado. Nós temos fontes primárias, nós temos documentos originais." O objetivo, segundo ele, é servir de guia para a pesquisa. "Temos hoje, apesar de estarmos no início, cerca de 340 obras sobre algum foco da cidade. É um trabalho inicial, mas com muito foco pela frente ainda," pontuou.
O deputado federal Rubens Otoni (PT) elogiou a iniciativa, classificando-a como "muito importante, que merece não apenas o nosso reconhecimento, mas também o nosso total apoio." Para ele, a criação do instituto é um exemplo a ser seguido. "Esse é um resgate importante e que com toda certeza servirá de exemplo para outras iniciativas dessa natureza. A preservação, o resgate da nossa história é uma maneira de poder alimentar o nosso presente e poder construir dias melhores," declarou.
O deputado estadual Antônio Gomide mencionou Anápolis como um exemplo a ser seguido. "no sentido de poder valorizar a história, no sentido de poder valorizar a nossa cultura e principalmente ter um ponto de referência para que nós, anapolinos, possamos estar aglutinando aqueles que realmente gostam de fazer com que a história, que a cultura possa ser lembrada, relembrada," disse.
Já o ex-prefeito Pedro Sahium destacou o papel do novo instituto como um ponto de referência para a cidade e reforçou a importância de um grupo especializado na coleta de documentos. "Acho que o acervo da cidade não pode ser só de responsabilidade da Prefeitura Municipal, mas de um grupo como esse, tão bem articulado, de pessoas, de uma diretoria, de gente preocupada com a questão do documento, porque sem documento não tem história, não é? Então é o documento que faz a história, e aí eles deram um passo tão importante e a gente vem prestigiar porque a felicidade é de todos nós," concluiu.
Por fim, Jales Mendonça, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, parabenizou os fundadores, reforçando o papel de Anápolis como vanguarda no estado. "Anápolis está sendo, como sempre, a vanguarda e inspirando outros municípios a fazerem o mesmo, para, na realidade, a gente impulsionar, fortalecer a cultura de Goiás," afirmou. Mendonça ressaltou que, assim como o estado de Goiás cresce economicamente, "precisa também crescer culturalmente," e que a criação do instituto de Anápolis "reforça essa missão e fortalece bastante essa luta nossa pela causa intelectual."