Gomide diz que é preciso cobrar deputados para que votem contra reforma da Previdência Social

por Marcos Vieira publicado 07/02/2018 15h47, última modificação 07/02/2018 15h47

O vereador Antônio Gomide (PT) disse na tribuna, nesta quarta-feira (7.fev), que o debate sobre a reforma da Previdência Social está se afunilando – pois há possibilidade de que o texto do governo seja votado no Congresso Nacional no dia 19 ou 20 deste mês –, portanto é hora de aferir a influência das câmaras municipais na opinião dos deputados federais.

Ele lembrou que ao longo de 2017 os vereadores se revezaram na tribuna tecendo críticas às perdas que serão impostas aos trabalhadores, mas é preciso agora buscar o resultado prático, cobrando de aliados que votem contra o que propõe o governo do presidente Michel Temer.

“Fico pensando sobre a força das câmaras e assembleias legislativas. Elas nunca valem quando é questão nacional. E isso é lamentável, porque deputados vão vir aqui em Anápolis pedir apoio a vereadores, para que possam bater de porta em porta e pedir voto. E serão partidos que votaram contra o trabalhador”, discursou Gomide.

Para Gomide, faz parte da conduta política de cada um alertar deputados aliados, sobretudo porque o governo federal tem enganado a população ao dizer que a Previdência Social é deficitária. “Isso não pega. Em troca dessa história inventada, querem fazer com que o cidadão contribua 40 anos para se aposentar com salário integral”, destacou.

O vereador lembrou que recentemente foi informado um déficit público brasileiro de R$ 157 bilhões. Segundo ele, o montante que a Previdência tem para receber de grandes empresas é três vezes maior que isso.

Gomide listou alguns grandes credores da Previdência Social: Varig (R$ 3,591 bilhões), JBS (R$ 2,395 bilhões), Vasp (R$ 1,916 bilhão) e Associação Educacional Luterana do Brasil (R$ 1,783 bilhão), entre outros. “Então, se o presidente quer salvar a Previdência, que faça o dever de casa, que cobre dos devedores”.

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